terça-feira, 22 de setembro de 2015

Eleita com pixuleco, Dilma tenta evitar impeachment com minixuleco para o PMDB. Baiano e Cerveró delatam campanha suja - e sujeira continua para manter o poder


Dilma Rousseff foi eleita com dinheiro roubado da Petrobras, de acordo com delatores



Minixuleco

Para evitar o impeachment, Dilma agora quer negociar três ministérios para o PMDB, o partido da base aliada que finalmente vem sofrendo pressões dos tucanos para liderar o movimento pela abertura do processo.

Ou seja: eleita com pixuleco, Dilma quer se manter no poder comprando o PMDB com minixuleco. Não falei que ela e Lula rebaixam diariamente o Brasil?

A possibilidade de renúncia, no entanto, já não é descartada nem dentro do PT, segundo a Folha; e poderia ocorrer em caso de derrota do governo no Congresso na análise do pacote fiscal.
Aproveita o embalo, Dilma. Renuncia que dói menos para todo mundo.

ASSOMBROSO, entregar uma NAÇÃO aos cuidados de quem possa ter problemas mentais...Vejam o vídeo e comprovem os ensinamentos.


A Presidente Dilma, em discurso de improviso exaltou a mandioca e criou a palavra mulher saipen! Veja também: Dilma "AGARANTE"
 

 
 
https://youtu.be/EU_rjEn_miQ

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Desta vez, Lula não tem pra onde correr



Desta vez, Lula não tem pra onde correr. Ou ainda: Acabou, Dilma! Ou ela liberta o país, ou o país dela se liberta. Na lei e da ordem!

Se não houver uma alteração de última hora, o programa político do PT vai ao ar depois de amanhã, dia 6, com a presidente Dilma e o partido estreitando-se, como na poesia, num abraço insano, em horário nobre. O país deve ouvir, então, o maior panelaço-apitaço da história, numa espécie de avant-première dos protestos do dia 16 de agosto. Se o governo achava que, com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra as cordas, teria alguma folga, então é porque ignora a dinâmica da realidade.
A prisão de José Dirceu, agora pela atuação no escândalo do petrolão, faz a crise atingir um novo patamar e, mais uma vez, a exemplo do mensalão, bate à porta de Lula. Nem tanto porque os dois fossem íntimos — o que, a bem da verdade, nunca foram —, mas porque ambos sempre ocuparam posições de mando, formais ou informais, na organização que lhes garante o poder: o PT.
E há mais estragos à vista. Marlus Arns, o novo advogado constituído por Renato Duque, homem do partido na Petrobras, negocia os termos de sua delação premiada. Seus outros defensores, por discordarem do procedimento, abandonaram a causa. Tido habitualmente como homem de Dirceu na Petrobras, é evidente que todos reconhecem nessa qualificação de Duque só um modo de dizer. Dirceu não dispunha um exército privado na legenda. Os “seus homens” eram os “homens do PT”. Ainda que possa ter usado as posições de mando ou de influência para obter benefícios pessoais, todos reconheciam nele uma personagem a serviço de uma causa.
E essa “causa”, obviamente, tinha um chefe: Luiz Inácio Lula da Silva. Imaginar que ele passará incólume também por essa avalanche desafia o bom senso. A fala de Roberto Podval, defensor de Dirceu, segundo quem seu cliente é um “bode expiatório”, pode traduzir um sentido muito específico, intencional ou não: o ex-minstro não deixa de ser oferecido como uma espécie de elemento ritual que purga todas as culpas do PT, inclusive as que não são suas (do próprio Dirceu) — ou, vá lá, não são exclusivamente suas. O ex-ministro não era o dono de um partido dentro do partido. Quem acredita nisso?
Li em algum lugar que o juiz Sergio Moro estaria espantado com a abrangência do esquema criminoso. Quem conhece a forma com se organizou o PT e os seus valores não está, de modo nenhum, espantado. Já a ousadia e o desassombro, ancorados na certeza da impunidade, isso, sim, chama a atenção. Os dados da investigação que vêm à luz indicam que o processo do mensalão, embora ocupasse o noticiário com força avassaladora, não intimidou de nenhum modo a turma. Ao contrário: parece ter lhe excitado a imaginação para descobrir caminhos novos para a falcatrua.
É evidente que a coisa toda assume uma perspectiva que chega a ser apavorante. A promiscuidade entre políticos, empreiteiros, lobistas e toda sorte de intermediários passou por uma devassa na Petrobras e talvez seja esmiuçada na Eletrobras, mas cabe a pergunta óbvia: há alguma razão objetiva para que as coisas tenham se dado de maneira diversa nas demais áreas do governo? A resposta é, obviamente, negativa. Se as personagens eram as mesmas, se os mesmos eram os métodos, e se também não variava a forma de ocupação dos cargos públicos, por que haveria de ser diferente?
O PT constituiu um estado dentro do estado. O PT criou um governo dentro do governo. O PT governou um outro Brasil dentro do Brasil. O PT expropriou a população dos bens do seu país. O PT usou a democracia para tentar solapá-la.
Nada escapou do governo paralelo. Milton Pascowitch, por exemplo, que fez delação premiada, afirmou à Justiça ter entregado na sede do PT, em São Paulo, R$ 10,532 milhões de propina em dinheiro vivo. Desse total, R$ 10 milhões seriam relativos a um contrato da Engevix com a Petrobras para construir cascos de oito plataformas do pré-sal. Os outros R$ 532 mil seriam parte da propina em razão do contrato da empreiteira com o governo para as obras de Belo Monte.
Vejam que coisa: pré-sal, Belo Monte, refinarias da Petrobras… Eram os projetos nos quais se ancorava o discurso ufanista do lulo-petismo, que sempre teve, sabemos, uma gerentona, que acabou sendo vendida ao distinto púbico como a mãe dos brasileiros, a “Dilmãe”, não é assim?
Os que imaginam que Dilma pode ficar por aí — como Marina Silva, por exemplo — vão indagar onde está a digital da presidente ordenando esta ou aquela falcatruas ou, ao menos, condescendendo com elas. Se Dilma ocupasse só uma função técnica no governo, talvez a gente pudesse se contentar com o escopo apenas penal de sua atuação. Mas ela é uma liderança política. Ocupa a Presidência da República e é, queira ou não, produto dessa máquina corrupta que tomou conta do estado. Eleita e reeleita, foi sua beneficiária direta, uma vez que a estrutura criminosa financiava também o processo eleitoral.
Se Lula não tem para onde correr, Dilma tampouco tem onde se refugiar. Ocorre que, no momento, o país é, em parte, refém das prerrogativas que detém a mandatária. Por isso mesmo, ela tem de libertar o Brasil, ou o Brasil tem de se libertar dela.
Presidente, é preciso saber reconhecer o momento: acabou!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Sobra loucura e falta método na fala de Dilma; em entrevista à Folha, volta a misturar delação com tortura e desafia: “Não vou cair; venha tentar, venha tentar!”

Polônio, personagem de Shakespeare, via método na loucura de Hamlet, o príncipe destrambelhado. Já fui tentado a apontar certo rigor nas maluquices que Dilma anda dizendo ultimamente. Mas desisti. O conjunto simplesmente não faz sentido e reflete os descaminhos de quem, afinal de contas, não sabe para onde vai nem o que virá. O discurso sobre o papel fundador da mandioca na civilização brasileira entrará como emblema jocoso de um momento em que o país raspa o chão. Há quatro dias, foi a vez de ela fazer poesia com a tocha olímpica, que, segundo disse, “é muito bonita, é verdadeiramente fantástica e vai ser sentida em vários municípios, desde a distante Amazônia, passando pelo Centro-Oeste, até São Paulo, Rio de Janeiro…” Santa Bárbara!!!
Nesse discurso, afirmou que “dentre todos os processos tecnológicos que a humanidade criou, destacam-se a cooperação e o fogo”. O que quer dizer? Nem Prometeu, que roubou do Olimpo o fogo para dar aos homens, seria capaz de explicar. Como diz uma amiga, Dilma anda lendo antropologia antes de dormir. Na melhor das hipóteses. Confesso que intuí ser em outro momento… Adiante. A presidente concedeu uma entrevista à Folha, que está na edição desta terça. A coisa não está bem. Continue a leitura aqui

Completamente LOUCA....‘Eu não vou cair, isso aí é moleza’ Em entrevista à Folha, presidente critica setores ‘golpistas’ da oposição e diz que não há possibilidade de sofrer impeachment nem de renunciar ao mandato. ‘As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair’

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/dilma-%E2%80%98eu-nao-vou-cair-isso-ai-e-moleza%E2%80%99/

A presidente Dilma Rousseff chamou setores da oposição de “golpistas”, classificou o PMDB como “ótimo” e desafiou seus adversários a tentarem tirá-la do cargo. Em entrevista àFolha de S.Paulo, Dilma afirmou que não vai renunciar ao mandato nem ser cassada porque não cometeu nenhum ato ilícito. “Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política”, declarou. Segundo ela, não há qualquer fundamento para um eventual pedido de impeachment, como defendem seus opositores. “As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair”, declarou. “E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam”, emendou.
Com o maior índice de desaprovação popular desde o ex-presidente Fernando Collor, em 1992, segundo o Datafolha, e ameaças de pedido de cassação, Dilma afirmou que não se amedronta com o atual cenário político nem com as tentativas de quem quer tomar o seu mandato.
“Eu não vou terminar por quê? Para tirar um presidente da República, tem que explicar por que vai tirar. Confundiram seus desejos com a realidade, ou tem uma base real? Não acredito que tenha uma base real.”
Na entrevista, Dilma evitou atrito com o ex-presidente Lula, que, segundo ela, tem direito de falar o que quiser. Mas, ao contrário de seu antecessor, disse não se achar no “volume morto” por causa da crise política e econômica. “Respeito muito o presidente Lula. Ele tem todo o direito de dizer onde ele está e onde acha que eu estou. Mas não me sinto no volume morto não. Estou lutando incansavelmente para superar um momento bastante difícil na vida do país”.
A petista também fez afagos no PMDB, partido que, no comando da Câmara e do Senado, tem imposto sucessivas derrotas ao governo no Congresso. “Quem quer me tirar não é o PMDB. Nã-nã-nã-não! De jeito nenhum. Eu acho que o PMDB é ótimo. As derrotas que tivemos podem ser revertidas. Aqui tudo vira crise.”
A presidente também se defendeu em relação ao processo do Tribunal de Contas da União (TCU) que apura sua responsabilidade em manobras fiscais realizadas pelo governo para ter suas contas fechadas e aprovadas. Ela afirmou que não fez nada que já não tivesse sido feito pelos governos que a antecederam. “Eu não acho que houve o que nos acusam”, disse a respeito das chamadas pedaladas fiscais. O tribunal deu prazo para Dilma se manifestar sob risco de rejeitar suas contas.
A presidente ainda fez críticas à forma com que a Operação Lava Jato tem sido conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro. Ela disse estranhar os fundamentos usados para a prisão preventiva de “pessoas conhecidas”, como os empresários Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo, presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez.
“Não gostei daquela parte [da decisão do juiz Sergio Moro] que dizia que eles deveriam ser presos porque iriam participar no futuro do programa de investimento e logística e, portanto, iriam praticar crime continuado. Ora, o programa não tinha licitação. Não tinha nada”, criticou.
A presidente voltou a criticar o instrumento da delação premiada, que prevê a redução da pena do acusado em troca de sua colaboração com as investigações. Assim como fizera na semana passada, em visita aos Estados Unidos, a petista fez paralelo entre os delatores de um esquema de corrupção com os delatores da ditadura militar.
“Eu conheço interrogatórios. Sei do que se trata. Eu acreditava no que estava fazendo e vi muita gente falar coisa que não queria nem devia. Não gosto de delatores”, afirmou. “Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites”, acrescentou.
Para ela, há dois pesos e duas medidas na interpretação do teor dos depoimentos dos delatores. Ela fez referência ao caso de Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC Engenharia, que diz que repassou para a campanha de Dilma R$ 7,5 milhões desviados do esquema de corrupção na Petrobras. “Meu querido, é uma coisa estranha. Porque, para mim, no mesmo dia em que eu recebo doação, em quase igual valor o candidato adversário recebe também. O meu é propina e o dele não? Não sei o que perguntam.”

quarta-feira, 8 de julho de 2015

jantar

Em 08/07/2015
 
Durante a viagem da criatura aos Estados Unidos, o Presidente Barak Obama ofereceu um jantar a que se diz presidente do Brasil e o cardapio do jantar foi o seguinte:
“ESCONDIDINHO DE LULA (MOLUSCO) COM MANDIOCA (AIPIM)
Os restaurantes Brasileiros lançaram em seus cardápios o prato oferecido neste jantar; vai fazer sucesso no inverno brasileiro; e hoje na Russia será Strogonoff de lula regado a branquinha (Pinga) tão apreciada pelos seus acessores e comitiva.

terça-feira, 7 de julho de 2015

BRASIL SEM RUMO, FRUTO DE UMA CRIATURA INESCRUPULOSA

Em 07/07/2015

ASSISTINDO AGORA A TV SENADO, OS DEBATES QUE ESTÃO CALOROSOS E CORRETOS; POIS O NOSSO PAÍS ESTA TOTALMENTE SEM RUMO, MAS TAMBÉM PUDERA, QUEM ESTA NO GOVERNO É UMA CRIATURA OBRA DE UM MOLUSCO; SAIDA DE UM DOS TENTACULOS POIS OS OUTROS FORAM DIVIDIDOS ENTRE OS OUTROS PETRALHAS CORRUPTOS. INFELIZMENTE SEREMOS EM BREVE UMA SEGUNDA VENEZUELA!!!!!!!! 

domingo, 15 de março de 2015

PASSEATA

Em 15/03/2015

 

Brasileiros,

Em primeiro lugar quero parabenizar pela ordem, tranquilidade e senso de responsabilidade da população, com nosso país; fazendo reiinvidicações civilizadamente e pedindo de maneira ordeira e sem violencia as mudanças que o país precisa; mas sem mais sofrimento para nosso povo que está sem saúde, segurança, educação e habitação. Aposentados tendo que viver de migalhas e de ajuda de outras pessoas. Essa manifestação de hoje serviu e serve para que nos tomemos os rumos certos para nossa vidas e de nossos filhos; não podemos mais conviver com tanta roubalheira e corrupção por parte dessa MULHER e de seus lacaios como aquele MOLUSCO a quem ela sucedeu. Temos que dar uma basta, e se ela tiver um pouco de vergonha e dignidade o primeiro ato apos as manifestações é pedir sua renuncia e sair do governo com um pouco de carater que lhe resta.  E que nossos parlametares tomem as decisões que precisamos; pois terão apoio de toda uma nação indignada.

‘F O R A   D I L M A    E   F O R A   C O M  A  C O R R U P Ç Ã O .

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Petrobras precisa de novo comando isento e independente, dizem deputados

Com a saída de Graça Foster e de cinco diretores da Petrobras, o governo federal corre contra o tempo para buscar um novo presidente da empresa, atolada em irregularidades e na falta de credibilidade. Deputados do PSDB alertaram nesta quinta-feira (5) que, para a recuperação da estatal ter chance de êxito, será preciso dar mais autonomia ao escolhido, diminuindo a forte interferência do Planalto na empresa.
O deputado federal Eduardo Cury (PSDB-SP) não acredita que isso acontecerá. A mudança no comando da empresa, em sua avaliação, vai amenizar o problema apenas no princípio, pois a interferência indevida do Planalto deve continuar. Para ele, o cerne do problema está no governo e não na empresa. “Só uma limpeza ética e isenta seria capaz de salvá-la.”
Foster, que chegou a figurar entre as mais importantes executivas do mundo, deixa para seu sucessor um legado devastador. Durante sua gestão, o endividamento da empresa subiu, o lucro caiu, as ações despencaram na bolsa e a companhia, que chegou a valer R$ 510 bilhões em 2008, perdeu quase 80% do valor de mercado. As irregularidades colocaram a Petrobras no centro de investigações noticiadas em todo o mundo. A corrupção fez com que pelo menos R$ 88 bilhões escoassem pelos ralos da empresa – isso de acordo com projeções internas.
“A única chance para a Petrobras seria uma pessoa independente comandando a empresa e com plenos poderes de demitir e fazer uma limpeza geral. Coisa que não vai acontecer, pois poderia chegar com certeza a atingir a presidente da República e o ex-presidente Lula”, avalia o parlamentar paulista. Para ele, o PT jamais permitirá que o novo presidente atue de forma autônoma e independente porque Lula e Dilma certamente apareceriam entre os envolvidos nas irregularidades. “Não tenho dúvida nenhuma de que a presidente é responsável diretamente por tudo que aconteceu lá”, disse.
A presidente da República foge das suas responsabilidades e sequer assume que a empresa enfrenta o pior momento da história. Após a saída da diretoria, Dilma disse que a companhia “vinha passando por um rigoroso processo de aprimoramento de gestão”. Ela só esqueceu de dizer que essa mesma empresa vale hoje um terço do que valia cinco meses atrás e produz o mesmo tanto que previa produzir há nove anos, segundo o primeiro plano de negócios feito pelos petistas no poder.
Independentemente de quem assuma o comando da Petrobras, o deputado federal Max Filho (PSDB-ES) afirma que o Congresso Nacional precisa continuar a fazer seu papel e fiscalizar a empresa. A CPI que será instalada para dar continuidade às investigações no Parlamento é fundamental, segundo ele, para que a sociedade tenha conhecimento de quem são as autoridades e parlamentares envolvidos na roubalheira. “É importante que o Congresso seja uma instância investigatória e dê sua contribuição no desmantelamento dessas quadrilhas que tomaram conta da Petrobras e arrasaram o valor de seu patrimônio”, disse.
FORA DILMA - impeachment - 

Inflação alta em janeiro é “mais um recorde do PT”, afirma Marchezan

Brasília – A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em janeiro deverá superar os 1,3%, o maior patamar para o mês desde 2003. A informação foi divulgada pela jornalista Miriam Leitão em seu blog.
A desvalorização é impulsionada, segundo o professor Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio, pela elevação nas tarifas promovidas pelo governo Dilma Rousseff.
O deputado federal Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS) afirmou que a situação reflete os equívocos cometidos pela gestão petista na macroeconomia. “Não há nenhuma novidade nisso. Apenas uma comprovação de algo que a oposição, os economistas e os analistas do sistema financeiro vinham dizendo”, ressaltou. “É mais um recorde do PT, como também já são o de juros altos e o da corrupção”, acrescentou.
DesaceleraçãoO texto de Miriam Leitão aponta que houve queda na inflação de 0,4% para os artigos de residência e de 0,2% para os de vestuário. Segundo o professor Cunha, o quadro demonstra o freio na atividade econômica – o encarecimento no crédito e mau desempenho geral seguraram o setor.
Marchezan lembra que, ao longo das gestões petistas, o Brasil passou por um verdadeiro processo de desindustrialização. “A indústria correspondia a cerca de 30% do PIB. Hoje, equivale a 11%”, destacou.
O tucano disse ainda que o investimento na indústria seria um caminho para a redução das desigualdades no Brasil, pelo desenvolvimento tecnológico e estrutural que proporcionaria.

PT faz 35 anos afundado em escândalos

Brasília - O PT, partido que nasceu do movimento sindical, reúne-se nesta sexta-feira (06) para comemorar 35 anos de fundação. Engolfado em denúncias e escândalos até o pescoço, que o levam a protagonizar a maior história de corrupção no mundo, o PT não tem o que comemorar.

É lamentável que um partido que nasceu sob os auspícios da ética e da moralidade não tenha a menor condição de fazer uma autocrítica em relação aos desmandos instalados no governo federal, que começou o mandato há apenas 40 dias e se move inchado, pesado, mastodôntico, viciado e conspurcado.

Tivessem hoje, os companheiros, capacidade de autocrítica e compromisso com um projeto de Nação, e não apenas uma estratégia de manutenção de poder, as velas não seriam acesas para cantar parabéns. As velas tão somente jogariam uma pequena luz, quase uma penumbra, ao caminho escuro da corrupção instituída no partido. Então, os companheiros, compungidos, lembrar-se-iam com saudades do PT que não existe mais.

Senador Cássio Cunha Lima (PB)
Líder do PSDB no Senado

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

TÁ NA HORA

TÁ NA HORA DE MANDARMOS A DROGA DA D.DILMA PARA INDONESIA, RECEBEM COM A MAIOR BOA VONTADE!!!!!!


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O ATAQUE DAS EMPREITEIRAS

26/01/15 - O ataque das empreiteiras
Executivos envolvidos na Lava-Jato ameaçam acusar Petrobras de chantagem
Advogado diz que e-mail pode provar coação dentro da estatal
por Chico Otavio
O Globo - 26/01/2015  
  RIO - O advogado criminalista Alberto Toron revelou que dirigentes de uma empreiteira, cujo nome mantém em segredo, guardam um e-mail para provar que foram vítimas de coação feita por “funcionário graduado” da Petrobras. “Se não pagar, vão sangrar até o fim”, teria escrito o funcionário, ao exigir da empresa o pagamento de propina. Toron, que viu a mensagem, disse que a empreiteira procurou-o por precaução, mas ainda não foi chamada pelos investigadores da operação Lava-Jato.
A revelação do conteúdo do e-mail fortalece uma ameaça que prospera entre os executivos envolvidos no escândalo da Petrobras: a intenção de provar judicialmente que, para obter contratos ou receber os valores devidos, as empreiteiras tinham de se sujeitar à chantagem dos diretores da estatal. Toron já advoga para a UTC, empresa cujo principal executivo, Ricardo Pessoa, está preso há dois meses. Na cadeia, Pessoa estaria amadurecendo a ideia de prestar uma delação premiada.
— É uma linha plausível, mas não quer dizer que vamos segui-la. Por enquanto, só posso dizer que os funcionários da Petrobras não podem ser tratados como anjinhos, como coitadinhos. Não dá. Houve uma postura ativa de pedir dinheiro, de exigir dinheiro. Isso é incontestável — disse o criminalista.
EMPRESAS TERIAM MONTADO ‘CLUBE’Dirigentes de seis das maiores empreiteiras do país são acusados pela Lava-Jato de fazer parte de grupo acusado de ter cometido os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. De acordo com o Ministério Público Federal, as empresas montaram uma espécie de “clube” que combinava quem ganharia contratos da Petrobras e definia as obras simulando um regulamento de campeonato de futebol.
A longa permanência na prisão, somada ao declínio nos negócios, contribui agora para a disposição de abrir a boca. Advogados contam que no Natal, por exemplo, quatro executivos da OAS passaram 72 horas trancados em cela de 12 metros quadrados na sede da Superintendência da Polícia Federal no Paraná. Não puderam tomar banho de sol ou higienizar o único vaso sanitário da unidade porque as equipes de plantão estavam reduzidas. A solução proposta pelo juiz Sérgio Moro, de transferi-los para Tremembé, onde ficariam com presos comuns, foi recusada.
A defesa da OAS já apresentou 20 pedidos de habeas corpus para tentar libertá-los, todos negados por instâncias superiores. A realidade fora da cela também é dura. O advogado da empresa, Eduardo Ferrão, disse que parte dos ativos está sendo vendida, e fornecedores estão sendo chamados para negociar prazos para evitar que a crise se aprofunde.

  Alguns advogados chegaram a acusar Moro de manter os dirigentes presos para obter confissão forçada. O magistrado rebateu na época:
— As prisões cautelares foram decretadas porque têm presentes seus pressupostos e fundamentos. Se, após a prisão, o investigado decidir colaborar ou não com a investigação, trata-se de escolha voluntária dele e que não guarda relação necessária com a manutenção ou revogação da preventiva, o que será decidido à parte.
Até agora, apenas os executivos da Toyo Setal aceitaram colaborar com a Justiça. Júlio Camargo e Augusto Mendonça Neto detalharam ao MPF o suposto pagamento de propina a pessoas apontadas como operadoras do PT e do PMDB dentro da Petrobras. Contaram também como funcionaria o cartel criado para as licitações da estatal. Advogados da Camargo Corrêa, com três executivos presos, estariam ajustando termos para um acordo de delação com o Ministério Público.
— Por enquanto, só especulação — desconversa o advogado da empresa, Celso Vilardi.
ENGEVIX: GOVERNO ‘LOTEOU’ ESTATALO vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, preso desde novembro, também fez um movimento na direção da delação premiada. Em petição apresentada pela defesa, ele acusou o governo federal de “lotear” a administração pública para satisfazer partidos políticos e de usar a Petrobras para “geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo”.
No documento, Almada aponta o ex-diretor Paulo Roberto Costa como o personagem escolhido para “exigir” as propinas e “extorquir” os empresários: “Nessa combinação de interesses escusos, surgem personagens como Paulo Roberto Costa, que, sabidamente, passou a exigir percentuais de todos os empresários que atendiam a companhia. Leia-se, exigir. O que ele fazia era ameaçar, um a um, os empresários, com o poder econômico da Petrobras. Prometia causar prejuízos no curso de contratos”, afirma.
Pela tendência demonstrada até aqui, os executivos insistirão que o esquema partiu do grupo político que assumiu a Petrobras nos governos Lula e Dilma e apresentou novas regras e novos valores de propina para fechar contratos com a empresa. Tanto assim que, em manuscrito de seis folhas de caderno, revelado pela revista “Veja”, Ricardo Pessoa, da UTC, cita nominalmente o tesoureiro do comitê de Dilma Rousseff, o deputado petista Edinho Silva (SP): “Edinho Silva está preocupadíssimo. Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso da Operação Lava-Jato doaram para a campanha de Dilma”.
  No mesmo manuscrito, Pessoa, referindo-se ainda ao caixa do comitê eleitoral da presidente, pergunta: “Será se (sic) falarão sobre vinculação campanha x obras da Petrobras?”. De acordo com as investigações, o dirigente da UTC atuava como uma espécie de coordenador do cartel que reunia, ao redor da Petrobras, outros gigantes do setor. Embora cresçam as especulações de que o próximo passo de Pessoa seria a delação, o advogado de defesa não confirma e nem nega a disposição.
— Não há uma linha (de defesa) que eu vá adotar. Mas muitos advogados já demonstraram isso (a pressão pelo pagamento de propina) de forma inconteste — disse Alberto Toron.
Procurada por email, canal que utiliza para contato com jornalistas, a Petrobras não havia se manifestado sobre o assunto até a noite de ontem.

26/01/15 - O apagão de Dilma

26/01/15 - O apagão de Dilma
Segundo o colunista Ricardo Noblat, ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ‘que tem feito o que planejou e até com rapidez’, virou saco de pancada dos supostos aliados do governo enquanto presidente Dilma Rousseff ‘emudeceu e retornou à clandestinidade’
O Globo - 26 de Janeiro de 2015
Alto lá! Não culpem Levy por pensar como pensa e agir com coerência. Ele não mercadejou o próprio passe. Estava em sossego como executivo bem pago do Bradesco.
Fez à presidente Dilma Rousseff o favor de aceitar o convite para ser ministro da Fazenda, ganhando menos do que ganhava. E para quê? Para virar saco de pancada dos supostos aliados de Dilma? E sem que ela o defenda? Por que não batem nela?
Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, foi o primeiro a apanhar. Disse lá qualquer coisa que desagradou a Dilma. Acabou obrigado a se corrigir. Depois foi Eduardo Braga, ministro das Minas e Energia. Caiu na armadilha de responder a perguntas na base do “se”. Uma vez que dissera que não há racionamento de energia à vista, foi confrontado pela pergunta óbvia: “E se não chover o suficiente?”
Se não chover o suficiente o racionamento será inevitável, respondeu Eduardo. Alguém mais esperto escaparia com a resposta clássica: “Não posso raciocinar sobre hipóteses”. O racionamento ganhou manchete de jornal. Eduardo levou um carão do seu colega Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil. Abandonou Brasília em silêncio.
Então chegou a vez de Levy. Como Dilma preferiu ir à posse do xamã Evo Morales, presidente da Bolívia, Levy voou a Davos, na Suíça. À vontade no Fórum Econômico Mundial, admitiu que o Brasil possa atravessar uma leve e breve recessão. Tamanho cuidado com as palavras de pouco adiantou. A poderosa senhora, que se julga uma economista de primeira, mandou Levy substituir “recessão” por “retração”.
Mas não ficou só nisso. Em entrevista ao jornal britânico “Financial Times”, Levy afirmou que “está ultrapassado” o modelo de seguro-desemprego no Brasil. Ah, para quê... Foi logo mexer com o social, área que Dilma garantira durante a campanha ser intocável. Não mudaria nem que a diabo tossisse. Diabo, não. Vaca. O diabo foi citado em outro contexto. Por ela ou por Lula, não lembro agora.
Dilma (ou Lula) faria o diabo para vencer a eleição presidencial. E assim foi. Pintou, bordou e mentiu sem dó. Ganhou por pouco. De volta ao “ultrapassado” modelo de seguro-desemprego. O Ministério da Fazenda emitiu nota dizendo que a declaração de Levy tivera como objetivo “ampliar o debate pela modernização das regras desse benefício”. De novo Dilma não gostou.
Mandou que o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da presidência da República soltasse nota chamando o seguro-desemprego de “conquista civilizatória”. Algo que, certamente, tem a ver com “pátria educadora”, novo slogan do governo. Levy engoliu a nota a seco. Está dando para fazer o que planejou. E até com rapidez. Quanto a Dilma... Emudeceu. Retornou à clandestinidade. Parece envergonhada.
Afinal, entregou o comando da economia a um banqueiro que assessorou a campanha de Aécio Neves (PSDB-MG). Seguiu a receita de Lula, que ao se eleger pela primeira vez, escalou um banqueiro do PSDB para o comando do Banco Central. No Ministério da Fazenda pôs Antonio Palocci, que não entendia de economia, mas que era do PT. Ocorre que Dilma não é Lula.
Não tem o carisma dele, nem a habilidade, nem a liderança, nem o cinismo para culpar seus adversários por qualquer erro. Lula faz política com prazer. Dilma detesta. Lula afaga os aliados até quando os contraria. Dilma espanca. Lula governou com o gogó. Dilma usa o gogó para repreender auxiliares. Pode dar certo? Não sei. Divertido está. Não tem preço ver petistas da gema estupefatos. Sem voz. Como Dilma.

A democracia, o Brasil e o mundo

26/01/15 - A democracia, o Brasil e o mundo
Por Denis Lerrer Rosenfield
O Globo - 26/01/2015 
Está mais do que na hora de o atual governo rever a sua política externa
Em janeiro de 1933, o presidente Hindenburg nomeia Hitler chanceler. Seu partido tinha obtido uma expressiva votação e a sua liderança já se afirmava naquele então. O novo chanceler, imediatamente após assumir o poder, tomou medidas que visavam simplesmente a abafar e a suprimir qualquer espaço público, que pudesse obstaculizar o seu projeto totalitário.
Com tal intuito, utilizou-se de um artigo da Constituição de Weimar que lhe dava poderes de governar por decreto. Fez, ainda, passar uma lei, a Lei de Concessão de Plenos Poderes, também chamada de Lei Habilitante, que lhe conferia Poderes Legislativos. Ademais, suprimiu as liberdades civis.
Note-se que todas essas medidas de supressão das liberdades e da divisão republicana dos Poderes foram tomadas, por assim dizer, “legalmente”, seguindo a Constituição vigente e os trâmites legislativos. A subversão da democracia foi feita seguindo ritos republicanos.
Nada muito diferente do que ocorre atualmente com os países bolivarianos, expressões do “socialismo do século XXI”. O parentesco entre os nazistas e esses “socialistas” é, por demais, evidente. Chávez, o socialista/nazista seguiu o mesmo caminho. Eleito democraticamente, voltou-se diretamente contra as instituições democráticas. Seu sucessor segue “religiosamente” os seus passos.
Sufocou o Poder Judiciário, submeteu o Poder Legislativo, passou a governar por decretos (sua Lei Habilitante) e suprimiu progressivamente as liberdades civis, com especial atenção à liberdade de imprensa e dos meios de comunicação. Empregou também grupos paramilitares para esmagar e assassinar os seus opositores, numa réplica das SA de Hitler.
O seu modelo foi imitado pelo Equador, pela Bolívia, pela Nicarágua e, com algumas diferenças, pela Argentina, uma vez que esse país possui uma forte tradição violenta e autoritária herdada do peronismo.
É com alguns desses países que o Brasil guarda relações privilegiadas, unidos no Mercosul e na Unasul, irmanados em um mesmo projeto “anti-imperialista”e “anticapitalista”. Curioso, ainda, é o fato de o Mercosul possuir uma “cláusula democrática”, que deveria ser assumida por todos os seus membros.
De qual “democracia” estaríamos então falando? A totalitária que se caracteriza pela supressão das liberdades civis, da liberdade de imprensa e dos meios de comunicação em geral? A da abolição da divisão republicana dos Poderes e a da criminalização dos adversários e de qualquer contestação?
O que o Brasil, vivendo em uma democracia representativa, apesar de algumas tentativas de supressão da liberdade de imprensa e dos meios de comunicação, tem a ver com isso? O que significa bem essa afinidade eletiva com regimes liberticidas?
Está mais do que na hora de o atual governo rever a sua política externa. Para fazer acordos comerciais bilaterais, o Brasil está, inclusive, atrelado a essas más companhias. A Argentina é, por exemplo, um obstáculo para uma maior inserção do país no mundo. Enquanto isso, o país vizinho corre para a sua ruína e vive um momento particularmente delicado de suas instituições republicanas, com a morte do promotor Alberto Nisman.
Ele era encarregado do processo relativo ao atentado antissemita à Associação Mutual Israelita da Argentina (Amia), em 1994, no qual morreram 85 pessoas, muitas delas crianças, e mais de 300 ficaram feridas. Esse atentado foi posterior a outro, dois anos antes, contra a Embaixada de Israel, no qual morreram 29 pessoas.
O promotor, além de já ter indiciado os autores destes atentados, o Irã dos Aiatolás e o Hezbollah, estava incriminando a presidente Cristina Kirchner e o seu ministro de Relações Exteriores, Héctor Timerman. Ambos estariam encobrindo esses atos mediante um acordo diplomático-comercial com o Irã, em uma absurda cooperação dita judicial para averiguação destes crimes. Ora, os autores dos crimes já foram identificados e têm contra eles um mandado de prisão pela Interpol. Mais ainda, o promotor morto apresentaria ao Congresso da Argentina, na última segunda, as provas de suas acusações.
O suposto “suicídio” do promotor é, certamente, uma das tantas farsas do governo da presidente Cristina Kirchner e de seu marido, seu predecessor. Já tinham dado um calote, em 2011, em seus credores, em um processo que se arrasta até hoje na Corte de Nova York. Ninguém confia nos índices de inflação publicados pelo governo, por serem manipulados. As estatísticas argentinas são objeto de chacota internacional. A liberdade de imprensa e dos meios de comunicação é cada vez mais violada.
O assassinato de Alberto Nisman é uma amostra da falência das instituições republicanas na Argentina. Se tivessem um mínimo de seriedade, já teriam chamado peritos independentes, não cubanos evidentemente, para investigar as circunstâncias desta “estranha” morte.
Em 1801, Hegel, observando os desastres institucionais e constitucionais de sua Alemanha, fez a seguinte afirmação: “A Alemanha não é mais um Estado”. Esperamos que os argentinos, indo agora às ruas, demonstrando indignação com esse crime, ergam barreiras contra essa evidente deterioração institucional, que abala ainda mais os alicerces de sua democracia.
Contudo, parece que a maior preocupação da diplomacia brasileira consiste em chamar para consultas o seu embaixador na Indonésia, pelo fato de o país, seguindo a sua Constituição e aplicando as suas leis, ter executado a pena de morte em um traficante de drogas brasileiro. Ou seja, o país está mais preocupado com a execução legal de um traficante de drogas do que com a democracia em seu próprio continente.
Aliás, a leniência com o tráfico de drogas no país é uma verdadeira calamidade, o que se expressa, inclusive, nesta medida da política externa brasileira. Como se não bastasse, a presidente Dilma não foi a Davos, mas preferiu participar da posse do presidente Evo Morales, da Bolívia, outro liberticida. Tais escolhas são, deveras, preocupantes! É o mínimo que se pode dizer!
Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Belo Horizonte, 19/12/2014

 

Exmo. Senhor Senador Aecio Neves

Como V.Ecia. pode ver tenho sempre lido e vejo que V.Excia lê os e-mails que envio; e este tem um tema importantante que nunca foi abordado, nem por Lei ou medida provisória deste governo que ora está no poder; é serio e precisamos de criar uma lei para impedir que pais e mães esqueçam crianças no interior de seus carros causando-lhes a morte por desidatação. Os nossos veículos hoje possuem tecnologia de 1º mundo; não seria possivel criar uma lei, um substutivo ao departamento de trânsito que obrigasse os veiculos possuirem um tipo de chip que assim que alguém (mãe. pai, ou mesmo chofeur) ao sair do referido veiculo acionasse um alerta ou mesmo uma sirene que alertasse ao motorista para que verificasse no veiculo se havia algo esquecido?  Sou aposentado e com 70 anos vivendo como Deus quer, mas tenho netos, como milhares de outras pessoas e não queremos ter a surpresa e a má noticia que nossos netos e filhos perderam a vida por uma simples negligencia de quem quer que seja ao volante do veiculo.  Como aposentado ja desisti, como dizem velho esta fazendo hora extra e dando despesas ao governo, seja na saude e doença; mas crianças inocentes não tem que pagar por erros do governo ou mesmo das montadoras que ganham milhões às custa dos impostos que pagamos e não temos retorno de nada. Sei que V.Excia e todos aqueles (minoria) vão brigar para que esta lei seja criada. Tenho mantido muitos e-mails com o Senador Alvaro Dias o qual me responde sempre a altura de sua integridade e vontade de ver um Brasil melhor para todos.

Fui funcionario publico na epoca que seu avô foi governador, estive prestando minhas homenagens de quando ele faleceu; na minha opinião pessoal assassinado, como diria Janio Quadros da sua renuncia FORÇAS OCULTAS me fizeram a faze-lo.

Proponho-me como PSDBista de coração a fazer e ajudar no que for preciso. V.Excia. tem força junto aos que o apoiaram nas eleições, trave mais este bom combate em nome dessas crianças que um dia serão o orgulho dessa nação, não dexemos que morram por negligencia deste GOVERNO CORRUPTO – LIDERADOS POR ALI-LULA E SEUS MILHOES DE LADRÕES.

Por fim desejo-lhe junto com sua familia e a todos os PSDBISTAS verde e amarelho um Feliz Natal e que o Ano de 2015 sejamos presenteados com um FORA DILMA NACIONAL.

Atenciosamente,

 B.Hte-MG


Com sua devida aquiecencia envio cópia aos Senadores nossos AliADOS

sábado, 22 de novembro de 2014

E o Oscar de melhor atriz vai para Dilma Rousseff, em ‘O Petrolão’!
Dilma mostrou presença em cena, com uma expressão corporal magnífica, ao falar sobre as prisões da operação Lava-Jato na cúpula do G20
por Claudio Schamis

Dilma, além de ter sido a primeira mulher presidente do Brasil, levará em 2014 o prêmio máximo da interpretação: o Oscar de melhor atriz, pela sua participação na reunião do G-20 na Austrália.
Na verdade, o Oscar se deu pela sua entrevista, quando falou sobre as prisões da operação Lava-Jato. O texto é fantástico. A interpretação, nem se fala. Dilma mostrou uma presença em cena, com uma expressão corporal magnífica. E o olhar dela? Nossa. Uau. Só vendo para acreditar no talento dessa mulher. Clap, clap,
clap. Palmas, palmas e mais palmas. Tive que assistir ao vídeo da entrevista várias vezes para me certificar de que era mesmo a nossa presidente falando.
É claro que não vou conseguir passar toda a emoção de sua fala, aliás, seria humanamente impossível. Mas resumidamente, Dilma disse que não se pode condenar a empresa Petrobras, mas sim as pessoas. Tanto quem foi corrompido como quem foi corruptor. Não é lindo? Aproveitou também para dizer que agora sim podemos bater no peito – tá isso fui eu que acrescentei, talvez coloque até mais emoção – e falar que tivemos o primeiro escândalo da nossa história investigado. Mas peraí, e o mensalão? – ah tá lembrei, o “pai” dele disse que ele nunca aconteceu.
Dilma, ainda em sua fala, disse que essa investigação pode mudar o país para sempre, pois agora vai se acabar com a impunidade. Que o escândalo atual é diferente, porque vamos mostrar que ele não é engavetável, que ele está de forma absolutamente aberta. E que, independentemente de termos grandes empreiteiras envolvidas, não se pode “demonizar” o setor de construção civil, mas se A, B, C ou D (de Dilma) – faltou o L de Lula – praticaram malfeitos ou atos de corrupção – ué, isso não é um malfeito? – eles pagarão por isso. Ui… que medo.
Mas então…
Vocês perceberam ou é viagem minha? Se Dilma fala com tanta propriedade de que esse escândalo vai mudar o país, o rumo da história e coisa e tal, ou ela está totalmente blindada (sabe-se lá como), ou não sei mais de nada. Se o doleiro Alberto Youssef afirmou em sua delação premiada que Lula e Dilma sabiam como fica isso? Será que o doleiro morre antes de conseguir provar que Dilma e Lula não são isso tudo que os petistas e adoradores deles acreditam que eles sejam? Será que o doleiro está mentindo? Será que a punição será dada “até certo ponto”, igualzinho aconteceu com o mensalão que parou no José Dirceu?
Essas são perguntas muito pertinentes e as respostas com quase toda a certeza não serão também pertinentes e tampouco verdadeiras. Será que o STF irá aceitar meias respostas, meias verdades? Será que o STF não dará nome aos bois de verdade? Em outras palavras (como já disse em outra coluna), quadrilha é quadrilha, caixa dois é caixa dois e azul é azul?
Que o nosso STF tenha sabedoria suficiente para não distorcer os fatos e para enxergar de verdade que aquilo que está sendo mostrado é o que está sendo mostrado sem metáforas ou devaneios.
Esse é o cara! Juiz Sérgio Moro
Esse é o cara!
Juiz Sérgio Moro
Um país abalado!
Alguns podem não perceber, mas o nosso país está abalado. Esse descrédito instalado com mais esse escândalo tem provocado tanta insatisfação em viver aqui que tenho certeza se fosse simples muitos simplesmente iriam pegar o primeiro avião no aeroporto mais próximo.
A primeira página do jornal Globo do último sábado, 15, lembrou um pouco as páginas do jornal Dia dos velhos tempos, onde só apareciam corpos mutilados, e muito sangue. A única diferença de agora é que em vez de corpos, temos fotos de pessoas até ontem de integridade ilibada e hoje com a legenda de “preso”.
Parece até um filme, mas não é. É a dura realidade de um país que teve tudo para mudar nas últimas eleições, mas que preferiu continuar como tudo está mesmo. Optaram pelo continuísmo e não pela chance de mudar.
O que vai acontecer daqui pra frente é um grande ponto de interrogação. A política de nosso país nunca mais será a mesma. Ainda mais agora que não é possível recuar. Resta saber o que vai restar e se vai restar. Uma investigação acabará detonando outra e mais outra, tamanho são os tentáculos desse Petrolão.
O fato é que esse escândalo acertou em cheio o PT (mais uma vez), em outras palavras, o governo Dilma. Que irá governar daqui pra frente pisando em ovos e com a árdua tarefa de administrar um país em frangalhos, abalado moralmente justamente no lugar que não poderia.
Nenhum político ainda foi atingido oficialmente, mas muitos já estão sentindo a batata fritar e o que é pior para eles, sem saber de onde estará vindo o óleo e que óleo será usado.
Mas uma coisa é certa, temos que tirar o chapéu, a camisa, a roupa toda se for o caso, para o juiz Sérgio Moro que é quem está coordenando a investigação com a Polícia Federal e o Ministério Público – todos também de muitos parabéns – e ele como especialista em lavagem de dinheiro com certeza irá chegar aonde muitos não querem que ele chegue.
É tudo tão surreal que gostaria de acordar somente quando essa fase negra passasse e com a certeza de que outras não viriam logo em seguida, porque haverá uma hora em que o país e as pessoas não conseguirão mais absorver nenhuma pancada por mais fraca que ela seja.
Merecemos é viver uma fase de beijinho no ombro.

sábado, 25 de outubro de 2014

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

São João del Rei (MG) - 25-10-14

Assuntos: eleições 2014; liberdade de imprensa e de expressão

(Seguem trechos)

Sobre o final da campanha.

Quero agradecer muito a todos brasileiros, a todas as brasileiras por aquilo que me proporcionaram ao longo desses últimos meses. Quero agradecer cada olhar de confiança, abraço, gesto de carinho com que fui recebido em todas as partes do Brasil. Encerro essa caminhada onde tudo começou para mim: em São João del Rei, na casa do meu avô [Tancredo Neves], e trazendo, depois de 30 anos, os mesmos valores com os quais comecei essa caminhada. A mesma fé cristã que sempre me acompanhou e a mesma confiança de que a política feita com dignidade, com responsabilidade, com amor ao próximo, é uma atividade extremamente digna e insubstituível.

O resultado da eleição dependerá de cada brasileiro. Mas já me sinto um grande vitorioso pela caminhada correta que fiz, defendendo valores e apresentando aos brasileiros a possibilidade de um novo Brasil. Mais generoso, ético e que enfrente com coragem os problemas reais das pessoas. Hoje, é um dia para mim, do ponto de vista pessoal, muito, mas muito marcante. Em seguida, vou pedir a bênção ao meu avô, à minha avó, no cemitério de São Francisco de Assis. Alias, foi com ele, aqui nesta casa, que dei meus primeiros passos na minha caminhada politica. Nada mais natural e justo que, ao final dessa longa caminhada, eu vá lá agradecer e pedir sua bênção na reta final.

O que eu desejo aos brasileiros é que possam, a partir da reflexão que estão fazendo, escolher aquele que seja o melhor caminho para o Brasil. Repito: termino esta caminhada honrado pela acolhida que tive de todos os brasileiros, praticando os mesmos valores que aprendi nesta mesma casa, neste chão sagrado de Minas, da minha São João del Rei, e acreditando do fundo da minha alma que a política feita com dignidade, com honradez, pode transformar de verdade a vida das pessoas. É isso que me trouxe até aqui. Vamos aguardar os resultados das urnas, mas já me sinto um vitorioso.

Sobre como o candidato se sente após 20 dias de ataques.

Revigorado. Lamentavelmente, essa campanha vai ser marcada e vai ser lembrada pela história como a mais sórdida de todas as campanhas que o Brasil democrático já assistiu, por parte dos nossos adversários. Hoje ainda boletins apócrifos estão sendo apreendidos pela polícia, e essa desconstrução não foi em relação a mim, ela existiu no passado em relação a outros candidatos, como Marina, Eduardo, e existirá no futuro, se eles permanecerem no governo, em relação a outros adversários. Então, o que posso dizer é que chego emocionado pela acolhida, pela generosidade do povo brasileiro.

E quero aqui afirmar a vocês, amanhã vencerei essas eleições porque não há dinheiro, não há infâmia, não há sordidez que vença a verdade, que vença a consciência dos brasileiros. Estamos prontos para vencer as eleições e dar ao Brasil um governo decente, um governo honrado, um governo generoso, um governo que não trate o adversário como um inimigo a ser abatido a qualquer custo. A democracia conquistada a duras penas, com tantos que ficaram pelo caminho, entre eles o meu avô Tancredo, não foi feita pra ser utilizada dessa forma, apenas para se manter no poder. É isso que assistimos ao final dessa caminhada. Mas hoje a minha alma é leve. Hoje me sinto como alguém que teve a oportunidade de apresentar ao Brasil um caminho. Eu busquei fazer, com as minhas limitações, mas com enorme determinação, busquei fazer essa caminhada, busquei apresentar ao Brasil esse novo caminho. Os brasileiros saberão amanhã tomar a decisão que acharem que seja mais adequada.

Sobre o que fará a diferença na votação de amanhã.

A consciência das pessoas. A reflexão dos brasileiros. No primeiro turno, aconteceu isso, essa decisão foi tomada por uma parcela importante do eleitorado na reta final da campanha, nos últimos dias. E acho que é o que está acontecendo hoje, tenho recebido aqui relatos de todas as partes do Brasil. Não estou conseguindo ainda responder a todos como gostaria. As pessoas estão nas ruas. Milhares de pessoas estão nas ruas de São Paulo, estão nas ruas de Belo Horizonte, de várias outras cidades daqui de Minas, do Rio de Janeiro, eu quase não conseguia sair hoje cedo no aeroporto, pelo entusiasmo das pessoas. Acho que conseguimos fazer reacender no seio da população a capacidade de se manifestar, de ser contra aquilo que está errado.

As pessoas estão indo para as ruas contra o que estão vendo de errado, contra o PT, contra a corrupção, contra o desrespeito. Estão indo espontaneamente, estão indo porque acreditam que têm um papel a desempenhar nesse processo, é o nosso futuro que está em jogo. Não é o futuro de partidos políticos que está sendo decidido amanhã. É o futuro de cada brasileiro, de cada brasileira. Recebi agora um telefonema do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, ele falou que é inacreditável o que está acontecendo nas ruas do Recife, as pessoas estão ocupando a orla pedindo mudança. Eu falo do Recife porque é um lugar muito emblemático, terra de Eduardo [Campos], onde eu não tive um bom resultado no primeiro turno. Então, tem algo novo, e acho que essa já é uma vitória da cidadania. Conseguimos, com a nossa campanha, reacender no coração das pessoas a capacidade delas se manifestarem, delas apontarem o caminho que querem, e isso já é uma vitória extraordinária.

Sobre a postura do ex-presidente Lula.

Acho que o ex-presidente se apequenou nessa campanha, optou por desempenhar um papel que não está à altura de um ex-presidente da República. O que posso dizer é que ele sai muito menor dessa campanha do que entrou. Eu, como sou um homem generoso, vou buscar ficar sempre na minha memória com os rasgados elogios que ele fez a mim ao longo de todo o nosso convívio, como governador de Minas.

Sobre as ofensas de Lula terem vindo após o ex-presidente Lula tê-lo chamado de "amigo".

Apenas lamento. Acho que o desespero final da campanha, eles percebendo que pela primeira vez em doze anos haveria, como há, uma possibilidade real de derrota. Daí o desespero. Mas tudo tem limites. E alguns membros da campanha adversária ultrapassaram todos os limites. A democracia é o instrumento mais valioso que temos para buscarmos o nosso caminho, defendermos as nossas propostas. Mas o pressuposto fundamental é o respeito ao outro lado, às propostas diferentes das nossas. Não pode ser esse vale-tudo.

Sobre a apuração amanhã.

Quero agora aguardar, com muita serenidade, ao lado da minha família. Está aqui hoje minha mãe, minha irmã, minha mulher, meus filhos, a Gabriela está chegando à noite. Estou muito feliz. Vou terminar esse dia ao lado da minha família, que me conforta, e o que me alegra é poder olhar para os olhos de cada um deles, era aquilo que dizia ontem à noite, lembrando São Paulo. Fiz um bom combate, sem perder jamais a minha fé.

Sobre as pesquisas.

Acho que todos os institutos vão ter que se reciclar, vão ter que tentar compreender internamente o que aconteceu, porque os erros foram grosseiros em todo o primeiro turno, até para se qualificarem um pouco mais para as outras eleições. Mas agora, nesse instante, só tem uma pesquisa importante, a pesquisa que vocês vão publicar amanhã, que é o voto do cidadão. Não me abalei em momento algum. Nem me iludi quando as pesquisas me colocaram em uma situação confortável, nem me desesperei quando as pesquisas me trouxeram para uma situação mais desconfortável.

O que eu chego é vivo, porque tenho uma pesquisa muito própria, que é o que eu estou vendo pelo Brasil. Eu não tenho um instituto, mas tenho a percepção, a sensibilidade para saber que estamos vencendo. Estamos crescendo em todas as regiões do Brasil. E acho que podemos vencer com uma margem surpreendente, porque esse sentimento que está aí é avassalador e contra ele não adianta a injúria, a ofensa, o dinheiro, não adianta nada. Acho que vai vencer a consciência dos brasileiros, e vamos vencer nós.

Sobre o debate de ontem.

Busquei agir da forma que achei mais adequada, denunciando aquilo que acho errado, me defendendo dos ataques e tentando apresentar propostas. Os debates no seu conjunto ajudaram a nossa candidatura, faço essa avaliação. O quanto - se é decisivo, se é isso que vai virar a eleição, decidir a eleição - não sei. Mas saio feliz da minha performance em todos os debates.

Sobre o pior e o melhor momento da campanha.

O pior momento foi a morte do Eduardo, sem dúvida alguma. Porque ali eu perdi um amigo, da minha geração, que fazia uma travessia igual a minha, e era óbvio que eu transferisse para mim também a possibilidade daquela tragédia. Ficou muito marcado para mim a família do Eduardo, que é uma família extraordinária, quero aqui de público agradecer à Renata, aos filhos do Eduardo, a forma como se manifestaram em torno da nossa candidatura nesse final. E aquilo foi muito marcante pra mim durante um bom período da campanha. Tive que ficar muito firme para mostrar ainda a mesma determinação.

Agora, tive inúmeros bons momentos e, inclusive, nesses últimos dias. A forma como fui recebido no Pelourinho, em Salvador, é algo que jamais vou esquecer. Uma multidão nos acompanhando com um entusiasmo enorme, depois na Paraíba, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, o que aconteceu na orla no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, na Praça da Estação. Tenho na minha memória a fotografia de momentos absolutamente inesquecíveis e me sinto um privilegiado por ter participado desses momentos.

Quero aqui, ao final, agradecer a tantos companheiros de tantos partidos, de tantas forças da sociedade, através da minha amiga, hoje posso chamá-la assim, Marina Silva. Quero dizer à Marina que a sua presença na política brasileira oxigena, fortalece a boa política, nos traz esperança. Estou muito agradecido a tantas e tantos brasileiros que participaram conosco dessa caminhada e faço esse agradecimento através da Marina e também de forma muito especial da Renata Campos e da sua família.

Sobre ataques à sede da Editora Abril.

Assistimos, ontem e hoje, um atentado contra a democracia, contra a liberdade de expressão, o que já é uma marca extremamente preocupante dos nossos adversários. Ao tentarem invadir e depredarem a fachada de um importante veículo de comunicação, manifestantes não atingem aquele veículo. Atingem o que temos de mais valioso que é liberdade de expressão no Brasil, liberdade de imprensa. A democracia vive disso, das, manifestações. E as contrárias têm que ser respeitadas. E o alvo foi o alvo errado, porque o que essa revista, e hoje outros veículos de comunicação fazem, é comunicar. Eles são, na verdade, os vasos transmissores das informações. E ao tentar proibir a veiculação dessa revista, aí sim, há uma demonstração clara do Partido dos Trabalhadores do seu descompromisso com a democracia e com a liberdade de expressão.

É um atentado que deve receber o repúdio de todos os brasileiros da forma mais veemente possível. Uma boa forma de demonstrar esse repúdio é indo às urnas amanhã para valorizar a democracia, para apontar um novo caminho para o Brasil. No meu governo, e disse isso no preâmbulo do meu programa de governo, falo de valores. E falo que o principal, o maior deles, é o respeito às liberdades - coletivas e individuais - e, em especial, à liberdade de manifestação, à liberdade de imprensa. No meu governo ela será absolutamente assegurada. Não continuará sendo ameaçada constantemente como vem sendo por esse governo e que culmina, agora, com esse ato de vandalismo absolutamente inaceitável. Deve receber o repúdio de vocês, profissionais da imprensa, e de todos os cidadãos e cidadãs de bem desse país.

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves
Rio de Janeiro (RJ) – 25-10-14

Assuntos: relações com a China; relações com Moçambique; eleições; crescimento econômico; denúncias na Petrobras; considerações finais

 (Seguem trechos)
           
Sobre a campanha e ataques à Editora Abril.

Encerramos esta campanha. Amanhã, estarei na minha terra, em São João del Rei, para agradecer a todos por esta caminhada. Mas chego ao final feliz, inteiro, vivo por dentro e por fora. Travei o bom combate, falei a verdade e defendi o Brasil no qual acredito, com valores, com qualidade na gestão pública e com coragem para fazer o que é necessário. A decisão, é claro, será dos cidadãos e das cidadãs brasileiras. Agora, chego, depois de uma longa campanha, de muitas idas e vindas, leve, pela certeza de que tive a oportunidade de mobilizar o Brasil. Isso não é muito comum em campanhas eleitorais. O que ocorreu no Brasil, sobretudo, nas últimas semanas, foi mais que o apoio a uma candidatura. Foi um grande movimento em favor da mudança, da ética na política, e em favor da melhoria de condição de vida para muitos brasileiros. Então, sou um vitorioso por ter chegado até aqui dessa forma. Lamento o nível da campanha dos nossos adversários.

Quero aqui, de público, deixar um profundo protesto registrado contra os vândalos, criminosos que atacaram agora o prédio de um importante veiculo de comunicação, que nada mais fez do que mostrar denúncias em relação a esse governo. Isso é muito grave. A democracia que conquistamos, e muitos ficaram pelo caminho, pressupõe como um de seus pilares fundamentais a absoluta liberdade de expressão, sejam elas coletivas ou individuais, em especial a liberdade de imprensa. O país que quero governar é o país da generosidade e da união. É o país do respeito ao contraditório. É o país da verdade. Esses atos, que deveriam já ter recebido, não sei se receberam, uma recriminação dura dos meus adversários. É um país que não interessa a todos os brasileiros. Eu serei o presidente da união e da generosidade, o presidente que vai preparar o Brasil para um grande salto em busca de um futuro mais digno e de mais esperança do que esse que nos apresenta o atual governo.

Sobre relação do Brasil com a China.

A China, hoje, é o mais importante parceiro comercial que o Brasil tem. É muito importante que essa relação seja ainda mais qualificada. Política externa hoje é parceria e pragmatismo na busca da defesa do interesse nacional. E sempre estimulei as parcerias bilaterais como um instrumento muito valioso para que possamos fazer o nosso país também crescer. Lamentavelmente, tivemos uma política externa, em grande parte, conduzida com forte viés ideológico, que não apresentou resultados objetivos e positivos para o país. Vamos manter as relações com nossos vizinhos. Isso é extremamente relevante, mas quero tornar o Brasil cada vez mais competitivo e ampliar as nossas relações com outras regiões do mundo. Na Ásia, isso será fundamental. A China, no meu governo, terá um tratamento prioritário, já é hoje, do ponto de visto econômico e até social, pelo que representam as nossas parcerias, na geração de empregos e nas atividades onde somos parceiros aqui no Brasil já é um país estratégico. Eu, se vencer as eleições para Presidência da República no próximo domingo [26/10], gostaria, até como sinalização da importância dessas relações, fazer uma das minhas primeiras viagens internacionais como presidente eleito à China.

Sobre Petrobras e crescimento econômico.

Vamos prestigiar os funcionários de carreira e vamos profissionalizá-la. Os brasileiros e o mundo vão poder encontrar no meu governo o resgate da meritocracia e da qualidade da gestão pública. E na administração direta, vamos buscar governar como fiz em Minas Gerais, com metas a serem alcançadas, metas que busquem a qualificação do setor público e dos serviços públicos em especial. A questão da inflação será uma obsessão do nosso governo. Eu acredito que é possível até o final de um primeiro mandando, se vencer as eleições, levá-las, num primeiro momento, ao centro da meta, e depois reduzindo as bandas, chegar algo em torno de 3%. Hoje, um dos fatores que mais alimentam a inflação é a ausência de oferta, a ausência de investimentos no país. E o nosso governo terá as condições que faltarão a esse governo pela perda da sua credibilidade, de atrair novos investimentos para permitir que haja também um aumento da oferta.  Acredito que é possível elevarmos fortemente nossa taxa de investimento na proporção do PIB, hoje está abaixo de 17%, então metade do que alguns países asiáticos hoje têm e nós precisamos também com regras claras, com previsibilidade, com a política fiscal transparente resgatar a capacidade de atração desses investimentos. Isso é absolutamente essencial para que o Brasil volte a crescer controlando a inflação. A minha equipe econômica será uma equipe altamente qualificada, experiente e com responsabilidades claras com controle inflacionário e obviamente vamos tomar todas as providências necessárias para que o mais rapidamente possível retornaremos, como disse, ao centro da meta. Infelizmente nós teremos um 2015 já precificado pelo descontrole pelo atual governo em relação às contas públicas.

Sobre parceria com países da África.

Respeito muito essas parcerias elas possibilitaram ganhos bilaterais tanto para Angola e outros países da África, quanto para o Brasil. Vamos estimulá-las que teremos uma política externa profissionalizada, e acho que existe um potencial ainda inexplorado nas nossas relações bilaterais com Angola, mas também com outros países da África. A África estará, sim, no nosso radar da nossa política externa com grande importância.

Sobre desvios na Petrobras.

O curioso é que as mesmas fontes, que são os dois delatores que serviram para que ela fizesse acusações em relação ao PSDB, inclusive a um ex-presidente do partido, depois desmentidas, não servem para as acusações em relação ao seu governo.  Lamentavelmente, esse governo da presidente Dilma será marcado, em primeiro lugar, como o governo que protagonizou alguns dos maiores escândalos da história recente do Brasil. Se formos analisar esse ciclo de governo do PT, posso afirmar que certamente será lembrado pela história como ciclo de governo onde ocorreram os maiores escândalos de corrupção da nossa história.  E essa eleição, em especial, ficará marcada, da parte dos nossos adversários, como a eleição da intolerância, da mentira, das ofensas. E respondo a tudo isso com altivez, falando a verdade, enfrentando obviamente as ofensas, mas querendo sempre falar de Brasil.

E o Brasil real é esse Brasil que precisa ter controlada a sua inflação, que o atual governo não reconhece que seja grave e toda nossa política econômica, será marcada pela previsibilidade, pela credibilidade. Isso é essencial para que o Brasil vire essa página de fracasso na condução da política econômica, fracasso na gestão do Estado, com obras com sobrepreço espalhada por todo país e fracasso na condução dos nossos indicadores sociais. A marca desse governo é a marca do fracasso e da intolerância. Repito: o atentado que ocorreu foi a um veículo de comunicação. E é isso que tem que ser condenado por todos os democratas, por toda imprensa, por todos os cidadãos de bem desse país. E pretendo, se vencer as eleições, fazer o grande reencontro dos brasileiros. Vamos virar essa página do Brasil entre nós e eles. Seremos, no meu governo, o Brasil em que todos seremos nós, com mais educação, mais saúde, mais segurança e mais esperança em relação ao futuro.
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