domingo, 8 de fevereiro de 2015

Petrobras precisa de novo comando isento e independente, dizem deputados

Com a saída de Graça Foster e de cinco diretores da Petrobras, o governo federal corre contra o tempo para buscar um novo presidente da empresa, atolada em irregularidades e na falta de credibilidade. Deputados do PSDB alertaram nesta quinta-feira (5) que, para a recuperação da estatal ter chance de êxito, será preciso dar mais autonomia ao escolhido, diminuindo a forte interferência do Planalto na empresa.
O deputado federal Eduardo Cury (PSDB-SP) não acredita que isso acontecerá. A mudança no comando da empresa, em sua avaliação, vai amenizar o problema apenas no princípio, pois a interferência indevida do Planalto deve continuar. Para ele, o cerne do problema está no governo e não na empresa. “Só uma limpeza ética e isenta seria capaz de salvá-la.”
Foster, que chegou a figurar entre as mais importantes executivas do mundo, deixa para seu sucessor um legado devastador. Durante sua gestão, o endividamento da empresa subiu, o lucro caiu, as ações despencaram na bolsa e a companhia, que chegou a valer R$ 510 bilhões em 2008, perdeu quase 80% do valor de mercado. As irregularidades colocaram a Petrobras no centro de investigações noticiadas em todo o mundo. A corrupção fez com que pelo menos R$ 88 bilhões escoassem pelos ralos da empresa – isso de acordo com projeções internas.
“A única chance para a Petrobras seria uma pessoa independente comandando a empresa e com plenos poderes de demitir e fazer uma limpeza geral. Coisa que não vai acontecer, pois poderia chegar com certeza a atingir a presidente da República e o ex-presidente Lula”, avalia o parlamentar paulista. Para ele, o PT jamais permitirá que o novo presidente atue de forma autônoma e independente porque Lula e Dilma certamente apareceriam entre os envolvidos nas irregularidades. “Não tenho dúvida nenhuma de que a presidente é responsável diretamente por tudo que aconteceu lá”, disse.
A presidente da República foge das suas responsabilidades e sequer assume que a empresa enfrenta o pior momento da história. Após a saída da diretoria, Dilma disse que a companhia “vinha passando por um rigoroso processo de aprimoramento de gestão”. Ela só esqueceu de dizer que essa mesma empresa vale hoje um terço do que valia cinco meses atrás e produz o mesmo tanto que previa produzir há nove anos, segundo o primeiro plano de negócios feito pelos petistas no poder.
Independentemente de quem assuma o comando da Petrobras, o deputado federal Max Filho (PSDB-ES) afirma que o Congresso Nacional precisa continuar a fazer seu papel e fiscalizar a empresa. A CPI que será instalada para dar continuidade às investigações no Parlamento é fundamental, segundo ele, para que a sociedade tenha conhecimento de quem são as autoridades e parlamentares envolvidos na roubalheira. “É importante que o Congresso seja uma instância investigatória e dê sua contribuição no desmantelamento dessas quadrilhas que tomaram conta da Petrobras e arrasaram o valor de seu patrimônio”, disse.
FORA DILMA - impeachment - 

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