Com o total errado e juros de 8,75%, estamos pagando, anualmente, 146 BILHÕES. Com o total verdadeiro e juros de 10%, pagaremos 180 BILHÕES. Loucura.
Que vai subir ninguém duvida e pior, não discorda. Só que são dois os problemas e as divergências. 1 – Serão dois ou três aumentos neste 2010? 2 – Agora subirão 0,50 ou 0,75? Comentando e analisando as falas de Meirelles.
1 – Para ele serão (ou seriam) três aumentos. O primeiro, esta semana, o segundo, julho ou agosto. Ou julho garantido e agosto a seguir, não fosse a eleição que está praticamente em cima.
2 – Diante da possibilidade de não poder fazer três elevações por causa dos “prejuízos eleitorais”, a opção: aumentaria 0,75 agora e a mesma coisa em julho, então já estaria fixada a decisão. Haja o que houver, 0,50 ou 0,75 hoje, repetindo no meio do caminho, o juro P-A-S-S-A-R-Á de 10 por cento.
Quem quiser acertar, pode “cravar” 0,50 ou 0,75, as chances são as mesmas. Diante do aumento, quem tiver dado a percentagem certa, afirmará, sem qualquer dúvida: “Eu não falei, não falei?”. Na verdade, podendo ser uma elevação ou outra, existe um fator que terá enorme influência.
Esse fator é o número de vezes em que esse juro amaldiçoado, mas admirado por Meirelles e os aventureiros globais, será aumentado. Se não fosse ano eleitoral, seriam três modificações. Mas diante da falta de tempo, por causa da trajetória eleitoral, podem ser apenas duas. Nesse caso estará mais próximo da realidade, quem “adivinhar” 0,75.
Os aventureiros que têm o privilégio da intimidade com Meirelles deixam escapar, “que ele não admite nada abaixo de 0,75”. Como também não têm coragem para aumentar 1 por cento de uma vez, é lógico, visível e evidente em qualquer análise, que o aumento de 0,75 será o favorito e consequentemente o favorecido.
Assim, com duas ou três elevações, o efeito desastroso para o país será o mesmo. No momento estamos recompensando, (palavra certíssima) esse capital imoral com 8,75 anuais. Qualquer que seja o aumento ou o número de vezes desse aumento, chegaremos (ou até ultrapassaremos) os 10 por cento de juros anuais.
Esse assunto é um verdadeiro fator sigiloso para o governo. Só falam no total da “dívida”, quando é necessária a comunicação oficial. E a chamada mídia amestrada, praticamente não noticia e nem admite comentar, troca o silêncio pelos favores que só o governo pode proporcionar.
Agora vejamos a tragédia que esses juros representam, usando os dados do secretário-geral do Tesouro, um dos raros participantes sérios, corretos e jamais acusados de irregularidade. Em fevereiro veio a público, informando e afirmando: “No primeiro mês deste 2010, pagamos de juros da dívida interna, 12 BILHÕES E 200 MILHÕES”.
E acrescentou: “Pagamos integralmente com a ECONOMIA feita a partir do déficit primário”. É facílimo multiplicar esse pagamento comunicado pelo secretário, pelos 12 meses do ano.
Chegaríamos então, aritmeticamente, a 146 BILHÕES E 400 MILHÕES. Outra conclusão: como os juros estavam (e estarão até amanhã) em 8,75, gastamos ou desperdiçamos, nesses três meses de 2010 (caminhando para o quarto), do que chamam de juros mas que deveriam chamar de extorsão: os 12 BILHÕES E 200 MILHÕES mensais citados pelo secretário.

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