Por: RAYMUNDO BELCHIOR PORTO
Nossa presidenta
Sra. Dilma Roussef, propôs a realização de um plebiscito para a Reforma
Política. Ela é tida como "mandona" e se achar dona da verdade. Ocorre que ela
se esqueceu de que temos um Congresso Nacional; que nenhuma reforma ainda não
foi feita porque o governo não quis, pela ampla maioria de que dispõe; que no
Congresso existem duas Comissões(se não foram desfeitas) para esse fim, uma no
Senado e outra na Câmara dos Deputados. Quando foram instaladas, mandei diversas
sugestões, tais como:
-Repudiar a eleição de lista fechada, proposta pelo Sr. Dep. Fed. Ronaldo
Caiado, considerando que os pobres ficariam fora de qualquer cargo eletivo.
Seria carta marcada e só os ricos seriam indicados para as vagas que o Partido
conseguisse;
-Não implantar o financiamento público de campanha. Seria fazer graça para os
corruptos rirem. O que for legal, paga-se com o dinheiro público e o ilegal,
pagaria com o caixa 02;
-Acabar com o coeficiente eleitoral, por ser injusto e não respeitar a vontade
do eleitor;
-Acabar com o voto de legenda, que nada mais é que um erro na sequência do voto.
Invertendo-se a sequência, ou seja, primeiro vota-se no executivo e em seguida
no legislativo.No atual sistema, o eleitor, para votar no Partido(voto de
legenda) ele tem que abrir mão de votar no legislativo ( vereador ou
deputado);
- Acabar com indicação para preenchimento de vaga para Ministro do STF e TSE
pelo governo federal. O ministro tem que chegar lá com mérito, através de
concurso público, e não por QI, para ter independência. Em 2010, o Sr.Luiz
Inácio Lula da Silva, como presidente, usou e abusou da máquina administrativa e
do seu poder político, em favor da atual presidenta, Sra. Dilma. O máximo que
aconteceu com ele foi multa. Fiz e-mail ao TSE perguntando o que havia mudado na
lei eleitoral que permitia ao Lula proceder daquela forma, mas não obtive
resposta;
-
Acabar com indicação de conselheiro para Tribunais de Contas dos Estados, pelos
governadores e para o TCU pelo presidente. Também deveria haver concurso
público, na minha opinião;
-
Acabar com o ministério da Justiça. Na minha opinião o ministro é um mero
guarda-costa jurídico da presidência. Se temos o Procurador Geral da
República...;
-
Diminuir o número de Deputados Federais. 513 é um número exagerado. Os EUA com 3
vezes mais de nossa população tem apenas 435 deputados;
-
Acabar com suplente de senador sem voto. O suplente deveria ser nos mesmos
moldes dos demais. Temos candidatos que obtiveram milhões de votos para senador
e não são suplentes;
- Estabelecer que o parlamentar que aceitar cargo administrativo no governo em
qualquer nível, deverá renunciar ao mandato, ou mesmo se lançar como candidato a
qualquer cargo do executivo, também deveria renunciar ao mandato. É muito cômodo
e desigual, por exemplo, um deputado se candidata a prefeito, sem correr nenhum
risco. Se for eleito, ótimo, se não, volta a ser deputado. O suplente que assume
a vaga temporariamente, não tem tranquilidade para trabalhar, porque ele pode
dormir como parlamentar e amanhecer suplente;
-
Acabar com a reeleição em qualquer situação, do serviço público, presidente,
governadores, prefeitos, vereadores deputados fed., senadores até mesmo para
diretores de escolas. Temos deputado com 45 anos de idade e está no 5 mandato.
As diretoras já entram pensando na reeleição. Inclusive nota-se que a reeleição
está afetando a disciplina nas escolas, porque as diretoras não querem se
indispor com os alunos nem com seus pais, pensando na próxima
eleição;
-
Acabar com o direito dos parlamentares aumentarem seus próprios salários e o do
prefeito. Existem casos de prefeitos ganharem até mais que governador. Na minha
opinião nenhum funcionário público deveria ganhar mais que o presidente da
República;
-
Ter mais rigor na exigência da comprovação de residência do candidato.
Atualmente, a Justiça eleitoral exige apenas o vínculo do candidato com a
cidade. Basta que o mesmo tenha domicílio eleitoral e algum imóvel é o
bastante, mesmo que o candidato nunca tenha morado na
cidade;
-
Considerar crime eleitoral a propaganda enganosa ou mesmo mentir para a
população;
-
Acabar com eleição de dois em dois anos, aumentando o mandato dos atuais para 06
anos, consequentemente, acabando com a reeleição;
-
Estabelecer limite de 70 anos de idade para qualquer cargo público
eletivo;
-
Acabar com voto secreto no Senado, na Câmara de Deputados, Assembleias
Legislativas e Câmaras de Vereadores. Aqui em Diamantina, a Câmara de vereadores
já deu o exemplo;
- Exigir algum grau de instrução para os candidatos para os cargos eletivos. Em
2008, verificou-se que na ficha de registro do candidato a vereador, no local
destinado a colocar o grau de instrução, constava ANALFABETO. Em 2012, mudaram
para "lê e escreve". Na minha opinião, isso não é grau de instrução e nem existe
diploma nesse termo.
- Criar curso profissionalizante para habilitar os candidatos aos diversos
cargos de parlamentares;
-
Rever a Lei da Ficha Limpa, que até agora, na minha opinião não atingiu o
objetivo. O Dep José Jenuino, mesmo condenado pelo STF, tomou posse. Seria mais
eficiente se enquadrasse o candidato no Artigo 37 da Constituição Federal, como
acontece com o cidadão comum, que deseja fazer um concurso, por mais simples que
seja, ele tem que provar que não tem nenhum pendência na Justiça. Assim também
deveria ser para os políticos. Se uma professora estiver com o nome no SERASA,
não poderá ser candidata a diretora de nenhuma escola, mas temos políticos
recheados de processos e rindo da cara da gente;
-
Estabelecer que a primeira pena para o corrupto, será a devolução de tudo que
ele desviou, para depois verificar as outras penas.
-
Exigir justificativa do Parlamentar para abstenção de voto;
Mudar a dinâmica da prestação de contas dos prefeitos, governadores e do
governo federal. Atualmente primeiro os Tribunais de contas
analisam(tecnicamente) e devolvem para a Câmara respectiva. Assim, os
Conselheiros, que lidam só com números, não percebem se as notas fiscais ou
outros documentos são ou legítimos. No caso do processo ser analisado primeiro
na sua origem, a possibilidade de se constatar irregularidade é muito
maior;
- Diminuir o número de ministérios;
- Considerar crime eleitoral a troca de favores entre o executivo, com o
legislativo e com o judiciário.
São essas as minhas observações e sugestões.
Se
concordar, favor divulgar.
rbelchiorporto@yahoo.com.br
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