sexta-feira, 19 de abril de 2013

O massacre de Boston aterrorizou o mundo. E preocupou o Brasil. Temos quatro grandes eventos de 2013 a 2016, ficar tranquilo por quê?

Logicamente, em nenhum aspecto teve a proporção do 11/09. Este, além do tom de catástrofe pelo inesperado de ação jamais imaginada, foi chamado de inacreditável, rigorosamente certo. Transformaram o sacrifício individual dos terroristas numa tragédia coletiva. Planejada, preparada e executada.
Agora, com 3 mortos e quase 200 feridos, e nenhum sacrifício individual ou coletivo, provocaram um susto talvez maior. Porque todos confiavam nas medidas de segurança a populações de cidades enormes e preventivamente policiadas.

Boston é uma dessas cidades (embora muito menor, totalmente sem comparação em questão de população) ligadíssimas por estrada, trem e avião com Manhatan, que, lógico, faz parte de Nova Iorque, embora seja inteiramente diferente e independente.

Só para entender por que escolheram Boston e sua festa esportiva mais importante, a Maratona. Boston-Nova Iorque é como Rio-São Paulo, só que com mais movimento. De 10 em 10 minutos sai um avião de uma dessas cidades para a outra. Não precisa marcar passagem, reservar, nada. Chega, paga, pega o avião. Se não der tempo tem outro logo a seguir.

Muitos trabalham em Boston e moram em Nova Iorque ou vice-versa. Advogados de Boston têm clientes em tribunais de Manhatan, e o contrário, rigorosamente verdadeiro. De avião, 30 ou 35 minutos de distãncia.

No momento em que escrevo, nenhuma identificação dos autores, quantos são, de onde vieram, era só um atentado ou o início de uma série? O FBI, aparelhadíssimo, descobrirá. (Só que até agora, “suspeitos” presos e soltos). Mas a insegurança, o medo, o susto, a obrigação de andar nas ruas e a pé, de coletivo, olhando para todos os lados. Até em casa, a tranquilidade perdida. (Falam em dois outros “suspeitos” eaté mostraram imagens de câmaras nas ruas. É pouco para o poderoso FBI).

O BRASIL EM SEUS GRANDES
EVENTOS DE 2013 A 2016:
A PREOCUPAÇÃO OBRIGATÓRIA.

Nenhuma dúvida: o Brasil não faz parte do circuito do terrorismo. Mas pode passar a fazer, o que vai acontecer aqui terá repercussão mundial, não serão eventos locais, puramente “em casa”.

Agora, logo, logo, a Copa das Confederações, com participação de representantes de vários continentes. Em julho, praticamente emendando, a primeira viagem internacional do Papa Francisco.

Centenas de milhares, talvez um milhão de turistas aqui. E centenas de milhões, no mundo todo, assistindo pela televisão. E carregando a repercussão que acompanha, sempre, os movimentos do Papa.

Com intervalo de um ano, a badaladíssima Copa do Mundo e suas audiências colossais. Mais dois anos, a Olimpíada. É uma sucessão preocupante, angustiante.

PS – E se Boston for (ou tenha sido) uma nova avalanche do terrorismo? Por que apostar na possibilidade de não acontecer nada, “estamos muito longe”?

PS2 – Nada é distante ou impossível para o terrorismo, eles só querem aterrorizar. E tudo que fazem é inesquecível.

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