Bomba! Bomba!
Estratégia dos advogados de Rosemary surpreende o Planalto, o PT, o instituto
Lula e o próprio...
Numa semana, surpreendentemente, o Planalto anunciou que a Comissão de Ética
da Presidência iria apurar as implicações da Operação Porto Seguro. Na outra
semana, o governo então vazou a informação de que Rosemary Noronha já tinha sido
objeto de uma investigação solicitada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi
Hoffmann, que, ao ler o relatório, não hesitara em determinar a instauração de
um processo administrativo contra a ex-funcionária, recomendando também que o
Itamaraty apurasse o episódio, vejam como de repente o Planalto passou a ser
rigorosíssim com a corrupção…
Demonstrando a clara intenção de detonar Rose (e levar Lula de roldão, é
claro), o Planalto também vazou a informação de que, com apoio da
Controladoria-Geral da União, “técnicos do governo apuraram que a ex-chefe do
Gabinete da Presidência da República não foi a Roma a trabalho”, quando se
hospedou na Embaixada com o marido.
E para completar, a Presidência divulgou também que os tais “técnicos” até
recomendaram que Rosemary fosse investigada por suspeita de enriquecimento
ilícito.
FOGO CRUZADO
Em meio a esse implacável fogo cruzado, Rosemary (é claro que não é ela, mas
os “políticos” que a apoiam, digamos assim) decidiu contratar dois grandes
advogados, especialistas nesse tipo de embate jurídico e político – Fábio Medina
Osório e Aloisio Zimmer Junior.
O Planalto não esperava o contra-ataque de Rosemary. E o pior é que a dupla
Osório e Zimmer joga pesado, na forma da lei, e não se intimida com a força dos
adversários. Interessante destacar que Osório e Zimmer estavam do outro lado do
campo político, pois foram eles que defenderam a então governadora tucana Yeda
Crusius e impediram que ela sofresse o impeachment reivindicado pelo PT.
Contratados por Rosemary, os dois advogados agiram com incrível presteza. Em
apenas uma semana, inverteram o jogo e colocaram o Planalto na defensiva, ao
convocar algumas personalidades para prestar depoimento em defesa da Rosemary,
como o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência (e
considerado como representante de Lula no Planalto); Erenice Guerra,
ex-ministra-chefe da Casa Civil e ex-braço direito de Dilma Rousseff; Beto
Vasconcelos, secretário-geral da Casa Civil (de onde partem os ataques a
Rosemary); e Ricardo Oliveira, ex-vice-presidente do Banco do Brasil, muito
ligado a Rose, que trafegava com tranquilidade pela cúpula do BB.
Com essa surpreendente estratégia, Osório e Zimmer embaralharam o jogo e
mostraram que, se Dilma quer realmente destruir Rose (leia-se Lula), vai receber
resposta à altura.
Como dizia o genial Miguel Gustavo, o suspense é de matar o Hithcock…


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