“Como professor, sempre falo para os meus alunos que, para conseguirmos algumas mudanças na sociedade, precisamos ser atuantes, nos manifestar”, disse Prince, que leciona Engenharia Sanitária e Ambiental.
Mesmo que a petição pública virtual não interfira no resultado, ele acredita
que a iniciativa já vale como protesto. “Essa é a única forma de fazermos algum
tipo de pressão para mostrar que a sociedade é contra essa volta dele à
presidência do Senado”.
MÚLTIPLAS ACUSAÇÕES
O documento publicado por Prince lista as acusações que Renan Calheiros
sofreu quando presidia a Casa. À época, o alagoano foi salvo da cassação pelos
colegas, que rejeitaram dois processos.
O senador é o único nome colocado para a cadeira e deverá suceder o colega de
partido José Sarney (AP). “Isso, apesar do passado nada recomendável de Renan
Calheiros, sobre quem pesam inúmeras acusações de práticas escusas (…). Não se
pode esquecer o triste espetáculo ocorrido em 2007, quando ele renunciou ao
cargo para escapar de gravíssimas denúncias”, diz a petição.
O abaixo-assinado está sendo divulgado pela internet e também foi enviado
para todos os senadores. Até ontem, somente Álvaro Dias (PSDB-PR) havia
respondido o contato do engenheiro, feito por e-mail. Segundo ele, os tucanos
vão votar contra a indicação de Renan “só para marcar posição, mas não há nada o
que possamos fazer para impedir que ele seja eleito”.
De acordo com o parlamentar do PSDB, a maioria dos senadores faz parte da
base da presidente Dilma Rousseff e “só faz o que o governo quer”.


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