segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Jornais falsos têm anúncio oficial


A Presidência da República gastou R$ 135,6 mil para fazer publicidade oficial em cinco jornais de São Paulo que não existem.



Belo Horizonte, 12/11/2012

Senhores Senadores,
Estou realmente indignado não só com esse País, mas também com os politicos, que se acovardam diante de tanta roubalheira e descaso com a população mais carente, inclusive com os aposentados. Há 10 anos o PT no poder rouba e o congresso Nacional enfia o rabo entre as pernas e abana a cabeça como burrinho de presepio aceitando todos os desmandos possiveis; eu vos peço em nome so meu mas de todos(as) familias que perdem seus entes ou pela violencia, pela falta de saude digna ou por seus salarios não acompanharem a inflação e não podem ter um prato de comida. Me desculpem pelo desabafo pois não sou de ficar calado, sou aposentado e sinto na carne essa falta de atitudes; mas me orgulho muito de ter em minhas veias correndo o sangue “LACERDA”; mas realmente me sinto sem forças e impotente para uma luta mais ardua; minha luta é por e-mail direto a V.Sas. pois não paticipo de nenhuma rede social; sei que politicamente o meu sobrenome não é bem quisto, mas me orgulho muito dele, e se tivesse forças para gritar o faria; portanto envio aos Senhores Senadores da Oposição que são minoria, mas se unirem pelo bem do Pais e do povo muita coisa poderia ser mudada pois a união faz a força. Parabenizo aqui o Senador do Pará, Senador Mario Couto, o único que tem coragem de dizer a verdade; espero que leiam esse e-mail e façam por onde pelo voto que receberam do povo que os colocou para representa-los.
Leiam a reportagem abaixo e tomem atitudes dignas do poder que se dizem ostentar.
Atenciosamente,
Jornais falsos têm anúncio oficial

Checagem do governo para comprovar a existência de uma publicação é limitada
Durante o governo Dilma, 1.132 impressos receberam verba da Presidência
Durante o governo Dilma, 1.132 impressos receberam verba da Presidência
Brasília. A Presidência da República gastou R$ 135,6 mil para fazer publicidade oficial em cinco jornais de São Paulo que não existem.
As publicações fictícias, conforme o jornal "Folha de S. Paulo", são vinculadas à Laujar Empresa Jornalística S/C Ltda, com sede registrada num imóvel fechado e vazio, em São Bernardo do Campo (SP).
Essa empresa aparece em 11º lugar num ranking de 1.132 firmas que, desde o início do governo Dilma, receberam recursos públicos para veicular propaganda do governo em diários impressos.
Embora esteja à frente de empresas responsáveis por publicações de ampla circulação no país, como o gaúcho "Zero Hora" e o carioca "O Dia", a Laujar não publica nenhum jornal.
Os títulos da companhia beneficiados pela Presidência inexistem em bancas do ABC Paulista, onde supostamente são editados, não são cadastrados em nenhum sindicato e não aparecem em cadastros municipais de jornais aptos a fazer publicidade de prefeituras.
Além disso, exemplares enviados à Presidência como provas da existência das publicações foram aparentemente forjados.
A Laujar mandou as supostas edições do dia 15 de março de 2011 do "Jornal do ABC Paulista", "O Dia de Guarulhos", "Gazeta de Osasco", "Diário de Cubatão" e "O Paulistano". Todas elas têm os mesmos textos, sendo que uma das "reportagens" contém declarações do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, dadas no próprio dia 15. O que torna impossível a impressão ter ocorrido na data informada nos jornais.
As impressões têm também um suposto anúncio da Unimed, empresa que informou nunca ter anunciado nesses "jornais".
Também há registros de pagamentos efetuados pela Caixa Econômica à empresa, mas os valores não foram divulgados pelo banco.
Checagem. Para comprovar a existência de uma publicação, a Presidência exige apenas o envio de seis exemplares de datas aleatórias, definidas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).
É solicitado ainda documento, registrado em cartório, no qual o responsável pelo veículo atesta sua tiragem. A Laujar declarou que seus jornais tinham tiragem total de 250 mil exemplares, a mesma do jornal "O Globo", o quinto maior do país.
Exclusão. A Secom informou que, em maio, excluiu a empresa de seu cadastro porque os jornais não abordavam questões sobre os municípios onde circulavam descumprindo o princípio da "regionalização" na distribuição de verbas publicitárias.
A Secom informou em nota que, caso sejam encontradas irregularidades, tomará medidas para "garantir a preservação dos recursos públicos".
O dono da Laujar, Wilson Nascimento, disse que os jornais circulam de terça a sábado. Ao ser informado de que a reportagem não encontrou os jornais, disse: "Na periferia você encontra". Mas não quis indicar em qual banca e se negou a dizer o endereço da redação e do parque gráfico.
Sobre o anúncio da Unimed, Nascimento disse se referir a um contrato com corretor "independente". Ele disse ainda que o dinheiro que recebeu é menor do que o informado pelo governo.
PPS questiona critérios para a distribuição de verba à imprensa
O PPS vai enviar um requerimento de informações à Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República para saber quais os critérios para a liberação de verba para publicações jornalísticas.
"Com tanta perseguição contra a mídia por causa do mensalão, o governo do PT acaba de criar o PIF, Partido da Imprensa Fantasma. Trata-se de uma estratégia para jogar dinheiro público numa imprensa "ideal" que não existe. Resta agora saber quem é o padrinho desse fantasminha camarada", disse o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno.
Ele afirmou que a representação do partido também questionará se haverá alguma sanção à Laujar Empresa Jornalística S/C Ltda pelo recebimento da verba de R$ 135,6 mil pela Presidência da República.

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